PRP para artrose de joelho: o que a evidência sustenta e o que não sustenta
Resumo educativo sobre PRP na artrose de joelho, com cuidado para indicações, padronização e expectativas realistas.
O plasma rico em plaquetas, conhecido como PRP, é uma terapia autóloga: utiliza material do próprio paciente, processado para concentrar componentes plaquetários. Na ortopedia, ele é estudado em artrose de joelho e algumas tendinopatias, mas deve ser apresentado com cautela e sem promessa de regeneração garantida.
A literatura sugere que o PRP pode ajudar alguns pacientes com artrose de joelho em termos de dor e função. Ao mesmo tempo, há grande variabilidade entre protocolos: volume coletado, concentração final, presença ou ausência de leucócitos, número de aplicações, intervalo entre sessões e critérios de seleção.
Essa variação explica por que a conversa médica precisa ser honesta. PRP não é uma resposta única para todos os casos de artrose. Quadros avançados, deformidades importantes, instabilidade, obesidade, baixa força muscular ou ausência de reabilitação podem limitar a resposta clínica.
Quando indicado, o PRP costuma fazer parte de um plano multimodal. Isso inclui educação, ajuste de carga, fortalecimento, controle de fatores de risco, eventual uso de medicamentos, reavaliação funcional e decisão compartilhada. O procedimento é apenas uma peça do tratamento.
Também é importante diferenciar conteúdo educativo de publicidade. Em medicina regenerativa, a comunicação precisa evitar termos como cura, rejuvenescimento articular ou reconstrução garantida da cartilagem. A indicação depende de avaliação individual e a resposta é variável.
